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A carreira
Recentemente, a
revista inglesa Nature - uma das mais respeitadas no meio científico
- assustou o mundo ao mostrar a dimensão do desastre ecológico
no Brasil: imagens por satélites indicam quem a Floresta Amazônica
é devastada a um ritmo de 15 000 quilômetros quadrados por
ano. "Mas, de perto, a destruição é pelo menos duas
vezes maior", diz o ecólogo Paulo Moutinho, do Instituto
de Pesquisa Ambiental da Amazônia, no Pará, e membro da equipe
que realizou a pesquisa publicada na Nature. "As clareiras
com menos de 6 hectares não aparecem nas imagens captadas do
alta. É preciso ir até lá e constatar pessoalmente o
desastre", conta.
O trabalho do ecólogo é assim mesmo: o uso dos mais modernos
recursos tecnológicos, como satélites, radares e computadores,
não dispensa as saídas a campo. Assim, o profissional divide
seu tempo entre longas estadas em áreas selvagens e a rotina da
análise de dados coletados, feita em laboratórios e escritórios.
O ecólogo está também presente no planejamento de novos
bairros, cuidando para que a ocupação humana não cause danos
ao ambiente. Ele ainda trabalha na criação de reservas
florestais, fazendo o inventário da flora e fauna locais, e na
instalação e operação de grandes indústrias, orientando a
descarga de dejetos da produção para evitar a poluição de
rios e lençóis freáticos. "Somos necessários onde quer
que haja desenvolvimento", diz Mário Benincasa, do Centro
de Estudos Ambientais da Unesp de Rio Claro, no interior de São
Paulo.
O mercado
A área de
consultoria a empresas privadas é a que mais cresce. O Fundo
Nacional do Meio Ambiente está negociando um contrato de 75
milhões de dólares com o Banco Interamericano de
Desenvolvimento para financiar projetos ambientais no Brasil.
Isso abre a possibilidade de trabalho no setor público, em órgãos
diretamente ligados ao meio ambiente, como o Ibama, e nos
segmentos de planejamento e educação. As ONGs que atuam com
educação ambiental e preservação também empregam. Na região
Sudeste, procuram-se ecólogos para emprego na área de estudo e
preservação da Amazônia.
Salário médio inicial: R$ 952, 00.
Em alta: Consultoria.
O curso
Os três
primeiros anos incluem matérias básicas, como biologia, química,
geologia, matemática e estatística. Nas aulas em laboratório,
você vai aprender a fazer análises químicas e biológicas e a
manipular medidores de dados ambientais. No quarto ano, estudará
ecossistemas aquáticos e terrestres, comunidades e poluição.
É possível também concluir o bacharelado em ciências biológicas
e, depois, fazer especialização em ecologia. O estágio é
obrigatório. Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia
Abril do Estudante 2000
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