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A carreira
O
desperdício na agricultura brasileira é assustador. Entre a colheita e o
consumo, perde-se, em média, 30% da produção, contra 5% a 6% na Europa e
nos Estado Unidos", afirma Sérgio Benez, presidente da Associação
Brasileira de Engenharia Agrícola. "Isso acontece principalmente em razão
da falta de condições adequadas de armazenamento." Daí a importância
para o país do engenheiro agrícola, responsável por implantar processos de
beneficiamento e realizar obras, como silos devidamente equipados, para evitar
tais perdas. "De nada adianta aumentar a safra se não existir estrutura
apropriada para armazenar, processar e transportar os grãos", diz José
Euclides Paterniani, coordenador do curso da Unicamp, em São Paulo.
Cuidar do meio
ambiente também é uma maneira de impedir perdas. Assim, esse profissional
faz o planejamento ambiental das áreas de plantio e de criação de rebanhos,
determinando os locais para disposição de resíduos, a reciclagem de dejetos
da produção e a preservação das fontes de água para impedir que sejam
contaminados por agrotóxicos. "Há gente fazendo carvão com coco, para
usar como combustível, e utilizando bagaço de cana na confecção do
revestimento interno de automóveis", revela Benes.
O mercado
A
palavra de ordem é planejamento ambiental. "Procuram-se cada vez mais
especialistas capazes de utilizar as áreas agrícolas com racionalidade, de
forma a não interferir no meio ambiente", conta o professor Paterniani,
da Unicamp. Aumenta também a procura por profissionais autônomos que atuem
como consultores, orientando o produtor na compra e na manutenção de
equipamentos. As melhores chances estão nas grandes regiões agrícolas do país,
no Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Salário médio inicial: R$ 1 223,41
Em alta: Planejamento ambiental
O curso
As disciplinas básicas incluem matemática incluem matemática, química,
informática, biologia e física, além de hidráulica e construção civil.
No terceiro ano, entram as matérias específicas, como sistemas de produção
agrícola, controle do impacto ambiental e projetos de irrigação e drenagem.
Para obter o diploma, é obrigatória fazer estágio. Duração média: cinco
anos.
(fonte: Guia Abril do
Estudante)
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