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A carreira
Controlar
os focos de uma epidemia que se alastra por uma cidade não é tarefa só para
agentes sanitários. O engenheiro cartográfico também é muito importante no
combate à disseminação de doenças. Nesse caso, ele usa o mapeamento dos
bairros urbanos para cruzar os focos epidêmicos com dados estatísticos, como
a população do local, o número de postos de saúde, as condições de
moradia e o saneamento básico, a fim de ser elaborado um plano de atendimento
que seja realmente eficaz. "Basicamente, a engenharia cartográfica atual
utiliza as técnicas de processamento de mapeamentos da superfície urbana e
rural para permitir a coleta, a classificação e a análise de dados e
informações sobre eventos naturais e sociais de áreas determinadas",
afirma o professor João Fernando Custódio da Silva, coordenado do curso da
Unesp de presidente Prudente, em São Paulo.
O engenheiro cartográfico planeja e orienta a execução de projetos de
mapeamento, além de trabalhar na digitalização das imagens obtidas. Para
isso, usa fotos aéreas, de satélites, sensoriamento remoto, levantamentos
topográficos e análises de latitude e longitude. De posse desses dados, que
são inseridos em computadores, ele consegue fazer uma representação gráfica
de uma região rigorosamente fiel à realidade. Ao criar mapas detalhados,
viabiliza o trabalho de várias especializações da engenharia e até o de
outras profissões. O geólogo, por exemplo, precisa de uma carta topográfica
para localizar uma falha geológica em uma região, e o agrônomo não
consegue conhecer corretamente o potencial de produtividade de uma propriedade
se não tiver um mapa preciso da área.
O mercado
O
levantamento cartográfico para controle ambiental e desenvolvimento econômico
e social, como o crescimento urbano, deve aumentar a oferta de empregos nos próximos
anos. Há oportunidades também nas empresas de levantamentos aerofotogramétricos,
topográficos, mapeamento e cadastro.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32.
Em alta: Sistemas de informações geográficas.
O curso
Além
de matemática, prepare-se para estudar muita física e química. Entre as matérias
profissionalizantes estão astronomia, topografia e geodésia. Em aulas práticas,
você vai aprender a usar receptores de imagens por satélite e estações
totais. Nelas, também será adestrado a analisar informações geográficas e
a interpretar imagens. Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do
Estudante 2000)
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