|
A carreira
Bastaram menos de quarenta anos para que as motosserras e as queimadas
eliminassem da Amazônia uma área do tamanho da França. Mesmo assim, segundo
os especialistas, a grande floresta brasileira - que ocupa um espaço
equivalente a vinte Inglaterras - ainda tem chance de sobreviver, desde que
explorada racionalmente. O engenheiro florestas tem papel fundamental nesse
salvamento. Cabe a ele preocupar-se em explorar os recursos florestais de
maneira a não comprometer o ambiente.
"Aliamos a exploração à conservação", afirma Randy
Speltz, chefe do departamento de sementes e mudas da Indústria de Papel
Klabin, no Paraná. Esse profissional delimita e fiscaliza a área a ser
desmatada e cuida do replantio. Nas indústrias, ele acompanha o
aproveitamento de recursos florestais pelas fábricas de móveis, de papel e
celulose e de carvão vegetal.
"Nem sempre estamos na floresta", conta Fábio Poggiani,
professor da Esalq/USP, em São Paulo. "Podemos trabalhar em escritórios,
lidando com computadores e analisando fotos batidas por satélites para
avaliar o tamanho do estrago em áreas desflorestadas e orientar as atividades
de reflorestamento."
O mercado
De forma geral, o mercado não anda lá muito bem. Os melhores empregos estão
nas médias e grandes indústrias como madeireiras, serrarias e fábricas de
papel e celulose, em que se coordenam as atividades de colheita e transporte
da madeira bruta. Os Estados que oferecem mais oportunidades são Bahia, Espírito
Santo, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.
O curso
Além das
disciplinas básicas, como física, biologia e desenho, nos dois primeiros
anos o aluno também estuda matérias introdutórias à engenharia florestal,
como o estudo de solos e a identificação de madeiras, Ele começa a virar
engenheiro florestal para valer a partir do terceiro ano, com o estudo de
silvicultura, tecnologia da madeira, entomologia e política florestal.
Pode-se fazer estágio em quase todas as especializações.
Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do
Estudante)
|