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A carreira
Talento e dedicação são
indispensáveis para quem quer dedicar-se à dança. Hoje, porém, se você
seguir essa carreira, vai levar a vida tanto na ponta dos pés quanto na ponta
do lápis. Atualmente, um profissional da dança não se preocupa apenas em
bailar, criar coreografias, dirigir espetáculos e melhorar sua formação artística
e técnica. "É necessário saber qual é o valor do espetáculo,
levantar os custos e negociar patrocínio", diz a bailarina e coreógrafa
Ana Terra, de São Paulo.
Não é somente nos palcos que o dançarino pode brilhar. Ele também tem espaço
nos bastidores. "Faço direção cênica, iluminação, produção e
cuido de toda a parte de comunicação visual de um espetáculo", conta o
paulista Ari Buccione, que tem um currículo eclético: já foi bailarino clássico
na Companhia Cisne Negro, nos anos 70, e coreógrafo e dançarino em cerca de
setenta comerciais de TV no começo dos anos 80.
Para seguir essa carreira é necessário fôlego e disposição. "A
pessoa precisa realmente se entregar ao treinamento. Tem de se expor,
descobrir quais são seus limites e ultrapassá-los", afirma Ana Terra.
Com o aumento da consciência corporal, cresceu o número de escolas de dança
de salão. Isso é considerado positivo pelos profissionais da área, e abre
um novo espaço no mercado de trabalho.
O mercado
O grande mercado na área é
constituído de academias e companhias de dança, mas estão surgindo boas
oportunidades no ensino médio e fundamental. A nova Lei de Diretrizes e Bases
amplia a gama de atividades na disciplina de educação artística. Antes
voltada para as artes plásticas, agora pode oferecer aos estudantes aulas de
dança e teatro. Em peças teatrais ou musicais na TV, as produções costumam
chamar bailarinos para atuar como preparador corporal de atores e dançarinos. Salário médio inicial: R$ 849,88.
O curso
Você vai suar a camisa desde o
primeiro semestre, com muitas aulas práticas de técnicas, improvisação e
coreografia. Ao mesmo tempo, começará a aprender a teoria, em disciplinas
como anatomia, estética e história da dança. Algumas escolas oferecem
licenciatura, que habilita os formados a dar aulas no ensino fundamental e médio.
Duração média: quatro anos.
Novo - Artes do Corpo
A PUC de São Paulo instituiu
em 1999 um novo curso, o de comunicação e artes do corpo, que dura quatro
anos. "Nossa intenção é formar artistas, profissionais
multidisciplinares que usem o corpo como meio de comunicação", conta o
coordenador Carlos Gardin. "Formaremos atores, dançarinos e performers
sem ser um curso de teatro ou de dança."
Como o corpo é o principal objeto de estudo, disciplinas como anatomia, história
do corpo, o corpo na cultura e na filosofia e o corpo e seus humores convivem
com outras mais específicas, como coreografia, improvisação e dramaturgia
para a dança e para o teatro.
Depois de formado, esse profissional vai usar as técnicas corporais como meio
de expressão. Assim, poderá fazer qualquer trabalho em que ele esteja em
evidência, como ser ator ou modelo especializado em desfiles.
(fonte: Guia Abril do
Estudante 2000)
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